segunda-feira, 31 de março de 2008

Reflexão Avaliativa 2

Reflexão avaliativa das aprendizagens originadas a partir da preparação e realização da apresentação oral.

O terceiro semestre nos proporcionou interdisciplinas muito prazerosas que se integraram perfeitamente umas às outras, complementando-se positivamente, nos trazendo valiosas idéias e novos conhecimentos.
Ao elaborar meus slides para a apresentação oral, pude contemplar todas as interdisciplinas.
Refletindo sobre minha apresentação, destaco como aprendizagem:
A constatação da coragem que tive em ousar com alunos e professores da APAE, o que me dei conta apenas enquanto apresentava minhas aprendizagens ao pequeno grupo, pois ficou visível o crescimento que os alunos desta Escola Especial tiveram, não apenas os meus, mas quase todos os alunos da Escola, pois fizeram seus e-mails, utilizando-os para enviar e receber mensagens até para o exterior. Alguns fizeram também seus orkuts. A APAE também "ganhou" um Blog, feito pela professora de informática, por causa do meu incentivo.
Pude ver durante as apresentações orais, que fui uma das poucas do meu pequeno grupo que transformou a escola com o uso das tecnologias!

Reflexão Avaliativa 1

Aprendizagens originadas a partir da elaboração do documento "Síntese do Portifólio de Aprendizagem":

Ao construir meu Portifólio durante o terceiro semestre, pensei já estar deixando pronta minha avaliação final. Pensei que ao término do semestre seria preciso apenas imprimir todo o Portifólio com todas as aprendizagens lá colocadas. Quando nos foi pedida a síntese, confesso que fiquei contrariada em ter que resumir ainda mais os relatos de minhas valiosas aprendizagens. Mas ao fazê-lo foi como revisar todo o conteúdo aprendido, pude refletir novamente sobre o que estudei no curso, refletir sobre minha trajetória durante todo o semestre e em como enriqueci minha prática pedagógica, aprimorando meus conhecimentos. As aprendizagens que então se destacaram para mim neste período de construção do Portifólio foram:
- A avaliação em Artes Visuais - onde tudo foi novo.
- Os três elementos organizacionais da Música: Melodia, Harmonia e Ritmo; os aspectos do som: Altura, Timbre, Intensidade e Duração, que se combinam para criar outros aspectos como: estrutura, textura e estilo, bem como a localização espacial (ou o movimento de sons no espaço), o gesto e a dança.
Não tinha percebido que todo este estudo não tinha ficado bem claro para mim e ao sintetisar meu Portifólio pude fixar melhor estes novos conceitos.

sábado, 24 de novembro de 2007

Da teoria para a prática!

Nossa aula presencial de quinta-feira foi muito proveitosa e bastante divertida. Levei logo para minha prática em minha aula de sexta-feira os conceitos trabalhados. Colocarei aqui o comentário que fiz no fórum de Teatro (fiz um parecido no fórum de Literatura).

24/11/2007 10:33:24
JANETE DODDE DREYER

Olá pessoal!

Nossa aula presencial foi na quinta-feira.
Foi uma pena nossa turma não poder estar toda junta pois não tivemos a oportunidade de ver a contação de história do outro grupo...

Gostei muito de todas as sugestões do professor Sérgio e aproveitei algumas dicas para minha aula de sexta-feira.
Para minha contação de história, fiz o que o professor sugeriu: Dispus a turma em uma outra formação! Ficamos bem no meio da sala. Peguei os acessórios com os quais nosso grupo apresentou nossa contação de história Seis Pescadores Bobocas de Maria Clara Machado e contei a história para minha turma de primeiro ano na escola Rubaldo. Ficaram sentados como num teatro e esta mudança de espaço já foi algo que os mobilizou a ter sua atenção voltada para a história!
Quando nosso grupo bolou esta atividade, ela não me pareceu muito interessante, mas nosso objetivo era fazer uma contação diferente das que já tínhamos feito em sala de aula ou presenciado em qualquer outro local. Queríamos algo realmente inédito.
Qual não foi minha surpresa ao colocar em prática esta atividade e ver a grande atenção dos alunos e ao ver a surpresa que eles também tiveram por ser tudo diferente: espaço diferente e apetrechos utilizados!! Eles ficaram encantados com as coisinhas da contação e colaram seus olhinhos em cada detalhe! E eu me surpreendi, pois não esperava esta reação deles por causa daquelas coisinhas!
Isso me animou bastante a repensar outras contações com outros detalhes diferentes, utilizando diferentes espaços também. E quando é a gente mesmo que cria também é muito mais gostoso contar...

Um grande abraço a todos!


O que aprendi?
Mesmo depois de ter apresentado nossa contação de história, continuei achando que ela "foi meio bobinha", mas ao colocar em prática com meu primeiro ano e ver o grande sucesso que os pequenos detalhes fizeram (eles amaram cada uma das miniaturas da contação!) fiquei animadíssima em fazer outras contações pensando em utilizar coisas diferentes!
Como coloquei no fórum: É realmente muito mais gostoso e prazeroso contar o que a gente mesmo cria e ver a alegria estampada no rosto dos nossos alunos que ficam com seus olhinhos brilhando e com vontade de "eu quero mais"...

Músicas na Escola!

Coloco aqui a postagem que fiz no Fórum de música "Porque você ouve tanta porcaria"

20/11/2007 00:58:59
JANETE DODDE DREYER

Olá pessoal!!

Depois de tudo o que já foi discutido aqui por vocês, eu nem sei muito o que dizer...

Após ler o texto Porque ouvimos tanta porcaria?, em primeiro lugar, quero concordar com a colega ISABEL CRISTINA MACHADO: talvez seja mesmo por causa da insistência e repetições nas programações das rádios!
E também concordo com a fala do GÉRSON: E quem está ganhado são eles( jabás, mídia, rádio) e nós estamos perdendo a vez. Está na hora de mudar a freqüência do rádio.
A colega Indianara também nos trouxe reflexões muito importantes!
A Ivone também fez uma colocação relevante:as músicas que se ouve são sempre as mesmas e ninguém se importa se as pessoas estão gostando ou não. Elas nos são empurradas, pois já estão determinadas pelas gravadoras a fazer sucesso
A Jessica, a Giovana, a Grace e a Isabel fizeram um rico debate, que dá gosto de ler...

Realmente, devemos tentar nos aproximar mais da música para levarmos aos nossos alunos um repertório variado. É pena quando só levamos até eles aquelas musiquinhas sempre com as mesmas melodias... Gosto também que os meus alunos brinquem criando sons com diversos materiais, dentro e fora da sala de aula.
Torno a colocar uma frase que meus filhos ganharam em um cartão de sua primeira professora de música, não lembro quem é o autor:
É conversando que nos tornamos amigos, mas é cantando que nos tornamos irmãos!

Um grande abraço a todos!!!

Nossa aula presencial foi muito legal e tivemos a oportunidade de estudar os três elementos organizacionais da Música: Melodia, Harmonia e Ritmo. Vimos também os aspectos do som: Altura, Timbre, Intensidade e Duração. Eles se combinam para criar outros aspectos como: estrutura, textura e estilo, bem como a localização espacial (ou o movimento de sons no espaço), o gesto e a dança.
A Música é mágica e está sendo ótimo estudar como levá-la de maneira correta para nossa prática pedagógica.

domingo, 4 de novembro de 2007

Como avaliar?

Foi bastante enriquecedor para mim ler sobre a Avaliação em Artes, e repensá-la, tanto nas artes visuais, como na expressão dramática ou musical.

Antes de ler a temática 8, eu pensava exatamente assim:

“Uma das crenças que cercam a arte na educação, em relação aos conhecimentos vinculados às artes visuais, é a de que não se possa, que não tenha sentido, avaliá-los”. Como afirma Fernando Hernández (2000, p. 144)

Constatei que o valor de uma experiência deve ser avaliada por todo um processo vivido, por educadores e alunos, não somente no seu final.

Neste material de leitura temos sugestões muito significativas (Martins -1998) de quais questionamentos devemos, como educadores, nos fazer a partir dos trabalhos dos nossos alunos para avaliar seu processo de construção sobre a arte.

O autor ainda nos propõe três fases de avaliação A avaliação inicial, a avaliação formativa e a avaliação somativa.

E neste mesmo material da temática 8, encontrei uma definição ótima sobre o pórtifólio de aprendizagens:

O portfólio

Segundo Hernández, (2000, p.166),

“poderíamos definir o portfólio como um
continente de diferentes tipos de
documentos [anotações pessoais,
experiências de aulas, trabalhos pontuais,
controles de aprendizagem, conexões com
outros temas fora da escola,
representações visuais, etc.] que
proporciona evidências do conhecimento
que foram sendo construídos”.

E quais seriam os componentes de um portifólio?

O propósito.

Tipos de evidências: artefatos, reproduções, atestados, produções, reflexões, anotações.

Finalidade.

domingo, 28 de outubro de 2007

Nossa ida a Bienal!

Na sexta-feira, dia 26/11, fui para a Bienal com meus alunos da Educação Especial.
Em muitos outros passeios que nossa Escola Especial fez, vários alunos faltaram. Na ida a Bienal, procurei enfatizar aos pais a importância desta visita, utilizando-me da fala de CAMNITZER, que achei de suma importância ao ler o material de Artes Visuais no Rooda: "Por que é importante levar os alunos a ver obras de arte? A presença material da obra é muito importante. É preciso ver a escala, a sutileza da cor, a textura, as mudanças causadas pela circulação ao redor dela, os ecos entre uma obra e outra – e nada disso um livro consegue reproduzir. Isso é muito importante, principalmente quando não existe uma experiência prévia." Coloquei essa palavras do autor com minhas palavras para os pais e tive uma grande surpresa: apenas um aluno meu faltou, e porque estava doente! Fiquei muito feliz e sei que foi um grande fruto do embasamento teórico deste curso.

Fiz com meus alunos do primeiro ano uma releitura do quadro de Renoir "A menina e seu gato". Sempre fiz releituras em sala de aula, mas agora meu olhar está mais amadurecido devido ao embasamento teórico que temos ganhado no Rooda. Também foi de
CAMNITZER a fala que responde a este questionamento: Qual deveria ser o principal objetivo do ensino de Arte nas séries iniciais?
"Ajudar o estudante a elaborar problemas e buscar soluções, fazendo com que ele pense e analise o desafio... a utilidade da atividade não está em fazer cópia ... há muito a especular e entender. Ou seja, o problema é ver o que acontece com a informação quando passa de um estado a outro e o que se perde, o que se ganha com esse processo, tornando-o mais interessante e fértil."
As obras dos meus alunos ficaram bem simples, mas posso dizer que ficaram lindas e cada um colocou algo de si em sua obra!

Refletindo sobre nossas aprendizagens...

Tivemos que fazer um trabalho, desafio 1, na disciplina Ludicidade e Educação e o início dele era uma reflexão sobre a música "Epitáfio" com os Titãs.
No dicionário está escrito:


epitáfio = do Latim epitaphiu < Gr. epitáphion
substantivo masculino,
inscrição tumular.

Achei no YouTube um vídeo bem interessante, que vou colocar aqui.
Sobre este vídeo
Trabalho de faculdade feito por Paulo Christofoli em Porto Alegre/RS


Devemos realmente refletir: O que estamos fazendo com a nossa vida? Estamos realmente VIVENDO? Estamos nos dedicando ao curso? Refletimos proveitosamente em todas as nossas práticas pedagógicas? Estamos levando para a sala de aula tudo aquilo que temos aprendido?

Assisti também ao vídeo da entrevista com a professora Tania, podendo constatar a certeza que ela tem em suas afirmações sobre a importância do lúdico. Sua fala fica como um ótimo referencial e nos dá um rico embasamento sobre o tema, que ela domina tão bem. Eu nunca tinha ouvido falar sobre a origem dos ursos de pelúcia, achei bem interessante. O que mais as aulas de Ludicidade têm me acrescentado é a certeza do quanto é importante o brincar, o jogo, o brinquedo em si. Como vemos nosso aluno crescer interagindo, obedecendo regras e aprendendo a criar suas próprias. Fazendo um paralelo com a música: temos mesmo que "viver" mais e ensinar nosso aluno a viver também, nos aceitando uns aos outros com nossas diferenças, sabendo que cada um de nós, professores e alunos, leva consigo uma bagagem infinita de experiências, dores e alegrias.

domingo, 7 de outubro de 2007

Novas aprendizagens.

Eu tinha até um certo orgulho em dizer que não gosto muito de interferir nas produções artísticas de meus alunos. Estudando agora sobre a Escola Tradicional, a Escola Tecnicista, a Escola Nova e sobre a Proposta Triangular, vi que eu não estava de todo correta, mas também não muito longe da verdade. Coloco aqui um pequeno texto que fala sobre isso:

Quando deixamos total liberdade para o nosso aluno:

Essa situação levanta questões que se relacionam com um ensino focado na educação através da arte ou Teoria da Livre Expressão, na qual o aluno se expressa com inteira liberdade sem qualquer tipo de interferência ou contribuição do professor. Parecendo, em princípio, uma situação ideal de ensino, esta aula, no entanto, pouco acrescenta no educando o conhecimento sobre a arte. Tende a caracterizar-se como exercícios de arte-terapia, o que, decididamente, não é a meta desejável para o ensino de arte nas escolas formais.

Aprendi que devemos sim dar liberdade ao nosso aluno, mas questioná-los. Fazer com que leiam e releiam diversas obras de diferentes artistas e épocas, dando sua opinião.

A Proposta Triangular propõe que se trabalhe de forma a possibilitar aos alunos a vivência e a compreensão das linguagens da arte, a partir da experiência de ver arte, saber e refletir sobre ela, do seu fazer, incluindo tudo que entra em jogo no percurso criador. Uma proposta que, além de valorizar os recursos pessoais, a pesquisa de materiais e técnicas, possibilita um trabalho centrado na percepção, na imaginação e na reflexão.

Proposta Triangular que, segundo Ana Mae Barbosa“é construtivista, interacionista, dialogal, multiculturalista e é pós-moderna por tudo isto e por articular arte como expressão e como cultura na sala de aula”.

Outro aprendizado que achei muito importante:

Para Barbosa, “Multiculturalidade não é apenas fazer cocar no ‘Dia do Índio’, nem tampouco fazer ovos de Páscoa ucranianos ou dobraduras japonesas ou qualquer outra atividade clichê de outra cultura”.

Uma proposta de ensino multicultural deve preocupar-se em compreender os objetos estéticos dentro de sistemas simbólicos culturais mais amplos, dando lugar às abordagens contextualistas, instrumentalistas e interdisciplinares para o estudo da arte. Obras de arte, nesta perspectiva, são representações sociais, portanto, constitutivas de visões de mundo de determinados grupos sociais (Hernández, 2000).

Minha Releitura!

Teatro e Educação.

Na quinta-feira, dia 04 de outubro, foi nossa aula presencial de teatro.
As atividades que vivênciamos foram muito agradáveis.
Logo na sexta-feira já me utilizei de algumas delas, pois eu procurava mesmo algumas atividades diferentes para o nosso segundo dia da Semana Especial da Criança na Escola Rubaldo.

A brincadeira do Baltazar foi muito legal! Nossa capacidade de atenção foi bem testada...
Meus alunos também adoraram brincar e "obedecer ao Baltazar"!

Antes desta aula pensava erroneamente que o teatro era só diversão! Aprendi então que tudo, embora seja divertido, deve ser tratado com bastante seriedade e respeito.